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Comunicação no trabalho: o case Salesforce

A comunicação faz parte do processo vital de interação entre as pessoas. Nos comunicamos o tempo todo através do que falamos ou não - o silêncio, por exemplo, pode dizer muito, imagens, então, valem 1000 palavras. 

Quando pensamos em comunicação, automaticamente a palavra “ruído” dá as caras, são barreiras que impedem que a comunicação flua adequadamente. É o que acontece quando alguém transmite uma mensagem fantástica para uma audiência que não entende o idioma ou o assunto. Ruídos na comunicação são mais frequentes do que a gente imagina. Isto ocorre porque a comunicação não envolve apenas palavras, mas processos, pessoas, posturas, gestos, voz, códigos, contexto, símbolos; não é algo simples, mas é possível compreender e ser compreendido se levarmos em conta alguns pontos importantes.
 
Basicamente, a comunicação envolve quatro elementos: Emissor ou fonte: o “dono” da mensagem; Mensagem: a ideia que o emissor quer transmitir, informações que serão compartilhadas; Canal: o meio no qual a mensagem será transmitida, pode ser TV, rádio, e-mail, newsletter, palestra ou uma imagem  da festa de fim ano; e o Receptor: público-alvo, aquele que recebe a mensagem – não necessariamente o que foi dito, mas o que ele entendeu. 
 
Um destes quatro elementos (ou talvez todos) ficou comprometido no recente caso da Salesforce e a confraternização de fim ano, que deixou na poeira a carreira de três profissionais. 
 
A comunicação falhou – antes, durante e depois da festa - trazendo consequências inesperadas e desagradáveis para a empresa. Uma atitude imatura que deveria ter ficado intramuros virou notícia, expondo negativamente a empresa, seus funcionários e até seus clientes.
 
Para deixar a coisa mais interessante, existe o WhatsApp e o tal do Negão do WhatsApp, que criou toda a confusão na festa da Salesforce.
 
Vamos pensar um pouco na comunicação: o processo  envolve 55% de linguagem corporal, 38% de atitude e apenas 7% de palavras. Imagine enviar um e-mail para seu chefe, sem levar em conta que ele está visualizando apenas 7% do todo, porque não há entonação, volume de voz, contato visual, apenas palavras soltas, sem coadjuvantes. E uma imagem? Como explicar para uma multinacional o contexto de uma imagem de péssimo gosto, que não combina em nada com qualquer código de conduta de uma empresa séria, multinacional ou não. Não há compliance que explique ou aceite uma aberração desta natureza.
 
Bom, de acordo com as publicações sobre assunto, alguém não gostou da brincadeira, enviou a imagem para matriz que se pronunciou imediatamente, condenando a princípio a atitude do funcionário, que foi defendido por seu diretor, que por sua vez, foi defendido pelo Presidente. 
 
Saldo do rescaldo: demissão para todos. Penso que o caso é indefensável, só um pedido muito sincero de desculpas poderia reverter a situação, mas o que sabemos nós, que não vivenciamos a história?  Só quem estava lá – incluindo o infeliz protagonista – pode explicar os bastidores da história. 
 
“Festa da firma” é uma atividade da empresa – seja ela “na rua, na chuva, na fazenda”, citando a velha canção do Hyldon – não é uma festa com amigos, família, turma do futebol, galera da balada; então, públicos diferentes = atitudes condizentes.  
 
Mas já falei num outro post -  aqui no Baguete -  sobre a juniorização do mercado de trabalho. O título era “Saem os gurus, entram os guris!”. Penso que para jovens profissionais – se este for o caso, não sei - tudo é possível, tudo é engraçado, até tirar do mundo virtual um personagem que lá deveria ficar. 
 
Uma coisa é fantasia de Carnaval, onde tudo é aceitável, afinal, somos o país da alegria e nesta época, o pessoal extravasa suas1 mágoas, mostra nas ruas suas rixas contra o desemprego e políticos corruptos, as panelas se tornam tamborins e tudo acaba em samba... Talvez estes jovens achem engraçado, “épico”, “muito louco”, aparecer numa festa de empresa com uma fantasia que está a anos-luz do que a empresa se propõe a fazer. Não é Carnaval, é empresa, tem crachá e isto muda tudo!
 
E não adianta dizer que o Brasil é um país informal, que aqui isto é normal, que somos liberais, porque no campo de negócios não deveríamos ser, afinal, a imagem da empresa acabou perigosamente comprometida por uma brincadeira, que não seguiu nenhuma norma – implícita ou explicitamente criada para o evento, se é que houve uma. 
 
O mercado pode se dividir entre considerar a pena injusta demais ou correta, porém,  pelo que entendi, é que a liderança defendeu o funcionário, não a empresa ou seus valores, mas a brincadeira em si, e não parece que houve um pedido formal de desculpas. Nós, brasileiros, somos assim, defendemos nossas atitudes com unhas e dentes, mas aquela palavra mágica que pode abrir portas – ou não fechar -  a gente reluta em dizer!
 
Dá até a impressão que não houve falha, que a culpa não é nossa, afinal é um simples meme – ingênuo, vivendo nas ruelas do WhatsApp, qual o problema?  Achei muito coerente a fala de João Marques, presidente da consultoria de mobilidade EMDOC sobre o assunto: “O brasileiro parte para a defesa antes de apresentar pedido de desculpas. Essa é uma dificuldade que se tem no Brasil”. É isto mesmo. É como dizia Sartre: “o inferno são os outros”. Acho que se aplicaria aqui a Lei de Vegas: “o que acontece no WhatsApp, fica no WhatsApp”. E todos saem felizes...e voltam para o trabalho no dia seguinte. Vida que segue!
 
Fonte: Baguete
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