Atendimento
Atendimento ao cliente: +55 11 3405-7800
Área do Cliente
  Área do Cliente    
EMDOC
MENU
x Home Empresa Diferenciais Publicações Serviços Eventos Boletins Escritórios Fale Conosco

Refugiados no Mercado de Trabalho

Há alguns anos, quando a cri­se de refugiados ganhou os holofotes na Europa, muitos brasileiros se sensibilizaram com o tema. Aqueles que quiseram se infor­mar para além da emoção passageira de uma notícia de telejornal pude­ram verificar que, embora em menor quantidade, o Brasil também recebe refugiados que necessitam dos mais variados tipos de incentivo para reco­meçarem suas vidas em uma localidade completamente desconhecida. 
 
De acordo com o Comitê Nacio­nal para os Refugiados (CONARE), em 2016 o País contava com nove mil re­fugiados reconhecidos, de 79 diferen­tes nacionalidades. A maioria, até então, era proveniente da Síria, Angola, Colômbia, República Democrática do Congo e Palestina. O CONARE ainda divulgou que as solicitações de refúgio aumentaram quase 3.000% entre 201 O e 2015. 
 
Guerras e perseguições religiosas são alguns dos fatores que motivam muitos estrangeiros a buscar o Brasil como opção para se estabelecer e re­construir a sua história. Nestes casos, abandonar a terra natal não é uma questão de escolha. As pessoas são obrigadas a deixar para trás suas casas, trabalhos e, às vezes, a própria família para tentar sobreviver em outro lugar. 
 
Uma vez concedido o pedido de refúgio, o solicitante e/ou refugia­do tem por direito trabalhar. Aqui no Brasil, este estrangeiro já pode solici­tar a emissão da Carteira de Trabalho (CTPS), o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o Registro Nacional de Estran­geiro (RNE). Sendo assim, fica apto para se recolocar no mercado de tra­balho, e as empresas podem efetiva­mente contratar este refugiado para integrar o seu quadro funcional. Toda­via, é importante que as companhias verifiquem se o candidato está com a documentação em ordem antes de efetivar a contratação. 
 
"Vale ressaltar que o refugiado na maioria dos casos não consegue trazer consigo histórico escolar ou diplomas de cursos superiores, por exemplo. Neste caso, o refugiado pode tentar o processo de revalidação de diplomas, ou a empresa pode aplicar testes que comprovem o conhecimento do con­corrente para a vaga'; explica João Marques, presidente da EMDOC, con­sultoria de mobilidade global, e idea­lizador do Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR). 
 
Fundada em 1985, a EMDOC é uma consultoria especializada em serviços de mobilidade global. Com sede em São Paulo e com cerca de 200 colabo­radores, oferece atendimento perso­nalizado a empresas e pessoas físicas que buscam agilidade e segurança nos trâmites de imigração para o Bra­sil, transferência de brasileiros para o exterior e serviços de realocação. Atualmente, a companhia atua por meio de escritórios próprios e parceiros em diversos países dos cinco continentes. No Brasil, são nove escritórios próprios e 12 correspondentes distribuídos em todo o território nacional. 
 
O PARR é um projeto social, sem fins lucrativos, idealizado pela EMDOC e que conta com o apoio do Alto Co­missariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e do Centro de Referência para Refugiados da Caritas Arquidiocesana de São Paulo. O objeti­vo da iniciativa é promover a inserção de refugiados e solicitantes de refúgio no mercado de trabalho brasileiro, atuando na sensibilização do setor pri­vado, no atendimento de refugiados e solicitantes de refúgio e na gestão de um banco de currículos, que hoje conta com cerca de 2000 cadastrados, mais de 200 empresas parceiras e 190 contratações. 
 
Para João Marques, a maior parte das empresas brasileiras desconhece os procedimentos para contratar refu­giados ou tem receio de integrá-los ao quadro de funcionários, o que ele acha normal em um primeiro momento. "Todos temos resistência a algo novo e não desmitificado. Uma vez que con­seguimos dialogar com o executivo e falar sobre o tema, mostrando a ele que não é apenas assistencialismo e que este profissional tem qualificações profissionais suficientes para uma de­terminada vaga, o executivo se sente mais confortável. Os empresários pre­cisam entender que os refugiados são profissionais como quaisquer outros. Muitos falam dois ou mais idiomas, possuem ensino superior, têm expe­riência em diferentes setores e, ainda, podem promover uma troca cultural muito interessante entre os colabora­dores locais'; pontua. 
 
A iniciativa do PARR é um exem­plo de sucesso no acolhimento da população refugiada, mas poderia ser acompanhada por outras ações mais robustas. "O Governo Federal, por re­ceber esta mão de obra que agrega conhecimentos, traz experiência ao mercado de trabalho e nos coloca em contato com novas culturas, deveria utilizar melhor os sistemas de ensino já disponíveis para aulas de português, fator mínimo essencial para a inclusão destas oportunidades para nosso país'; sugere o executivo da EMDOC. 
 
Fonte: Revista Gestão RH - Edição 135, dezembro de 2017
VOLTAR
Fale ConoscoFALE CONOSCO
ATENDIMENTO AO CLIENTE Um canal aberto para sugestões, críticas e elogios.
E-mail: emdoc@emdoc.com - atendimento@emdoc.com
Tel.: +55 11 3405-7800
EMDOC - Mobilidade Superando Fronteiras R. Luis Coelho, 308 - Térreo
São Paulo / SP - Consolação - 01309-000
Tel.: +55 11 3405-7800
Fax: +55 11 3405-7868
ATENDIMENTO AO CLIENTE
Um canal aberto para sugestões, críticas e elogios.
E-mail: emdoc@emdoc.com - atendimento@emdoc.com
Tel.: +55 11 3405-7800

R. Luis Coelho, 308 - Térreo
São Paulo / SP - Consolação - 01309-000
Voltar para o topo