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Trump cancela os fundos aos refugiados em sua estratégia de pressão aos palestinos

O calendário escolar começou na quarta-feira nos 700 colégios da UNRWA, a agência da ONU aos refugiados palestinos, apesar da ameaça de corte financeiro dos Estados Unidos. Mas os 500.000 alunos que têm aula em Gaza e na Cisjordânia e nos países da diáspora só têm garantida a continuidade das aulas até o fim do mês. A Administração do presidente Donald Trump cancelou todas suas contribuições à UNRWA, como confirmou na sexta-feira o Departamento de Estado, para aumentar a pressão diplomática sobre a Autoridade Palestina.
Em Gaza os estudantes não receberão no calendário escolar recém-iniciado o material escolar que oito em cada dez famílias não podem pagar. Para reduzir gastos, a agência da ONU instaurou pela primeira vez três turnos diários de aulas. Após cortar em janeiro um sexto de sua contribuição anual de 350 milhões de dólares (1,42 bilhão de reais), os EUA decidiram suprimir a entrega do restante dos fundos, que significam um terço do orçamento com o qual a UNRWA oferece serviços de educação, saúde e sociais a mais de cinco milhões de refugiados palestinos.
 
A informação, que começou a circular no começo dessa semana na imprensa israelense, foi antecipada sucessivamente pelo Foreign Policy, o The Washington Post e o The New York Times. O Departamento de Estado a confirmou oficialmente na noite de sexta-feira. O corte da ação humanitária, que Washington sustenta como principal contribuinte internacional, desde 1949 ameaça desestabilizar os territórios palestinos — onde vivem mais de dois milhões de desterrados — e prejudicar o equilíbrio social de nações vizinhas como a Jordânia (dois milhões de refugiados), a Síria (530.000) e o Líbano (464.000).
A UNRWA foi criada pelas Nações Unidas após a guerra que explodiu entre países árabes e o Estado de Israel, fundado em 1948 após a divisão da Palestina sob domínio britânico que a Assembleia Geral havia aprovado no ano anterior. Mais de 700.000 palestinos se viram forçados à época a abandonar suas casas e terras diante do avanço israelense. Os sobreviventes desse deslocamento maciço e seus descendentes formam uma diáspora tutelada que conserva um teórico direito de retorno aos lugares que suas famílias deixaram para trás há sete décadas. Ou a receberem uma compensação pelo valor econômico de suas propriedades.
 
O retorno de mais de cinco milhões de refugiados palestinos ao atual território israelense representaria uma guinada demográfica ao Estado judeu. Por essa razão, os governantes israelenses se negaram historicamente a aceitar o direito de retorno, um obstáculo contra o qual se chocaram todas as negociações de paz.
 
A decisão de cancelar os fundos à UNRWA foi adotada em agosto pelo conselheiro especial e genro do presidente, Jared Kushner, responsável pelo chamado plano de paz de Trump ao Oriente Médio, e o secretário de Estado, Mike Pompeo. A proposta inclui um pedido à agência da ONU para que modifique os critérios que estabelecem quem tem direito ao estatuto de refugiado palestino, com o objetivo de reduzir seu número a um décimo do atual.
 
A embaixadora nas Nações Unidas, Nikki Halley, foi a primeira responsável da Administração Trump a mencionar a mudança de pautas. Em uma fala em Washington, Halley revelou na terça-feira que os EUA somente continuarão figurando como doadores da UNRWA “se o número de refugiados for mudado por uma contagem mais exata”. Da mesma forma que a enviada no órgão internacional, Kushner também concorda com a tese israelense — reiterada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu — de que uma agência especializada “perpetua o problema dos refugiados palestinos e a suposta narrativa do direito de retorno”.
 
Jordânia realiza uma conferência de doadores
“Nenhum país membro da ONU em particular pode por si só mudar o estatuto do refugiado. A UNRWA tem um mandato da Assembleia Geral que foi referendado pela última vez em 2016”, afirma o porta-voz da agência, Chris Gunness, antes de alertar: “Precisamos urgentemente de 217 milhões de dólares (883 milhões de reais) para completar o orçamento; caso contrário, teremos que fechar os colégios em poucas semanas”.
 
A Jordânia anunciou na quinta-feira que irá liderar uma conferência de doadores durante a sessão da Assembleia Geral que começará no final de setembro. “Centenas de milhares de pessoas podem cair na desesperança”, alertou o ministro das Relações Exteriores, Ayman Safadi, citado pela Reuters. A Alemanha também se comprometeu a aumentar suas contribuições em uma carta enviada pelo chefe de sua diplomacia, Heiko Maas, a seus homólogos da União Europeia.
 
Obstáculos afastados da mesa de negociações
O novo aumento da rigidez política de Trump no Oriente Médio — após o cancelamento, há uma semana, do envio de 200 milhões de dólares (815 milhões de reais) de ajuda humanitária para Gaza e a Cisjordânia — faz parte de uma estratégia de pressão sobre o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para que termine seu boicote aos contatos com os mediadores norte-americanos. Washington tenta ressuscitar as negociações palestinas com o Governo israelense, sepultadas há mais de quatro anos, com um novo plano de paz apadrinhado por Trump.
 
O Rais palestino ordenou o bloqueio de todas as relações após a Casa Branca reconhecer Jerusalém como capital do Estado judeu em dezembro, rompendo o consenso internacional de décadas sobre o estatuto da Cidade Santa.
 
Uma vez fora da mesa a questão sobre Jerusalém, o presidente republicano prossegue com suas diligentes táticas de antigo magnata imobiliário e pretende excluir da negociação a espinhosa questão dos refugiados e seu direito de retorno.
 
Fonte: El País 
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